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As Fronteiras

2 set

 

   A qualquer lugar que eu vou encontro obstáculos que não me deixam seguir em frente e sou obrigada a voltar onde eu estava. Tentei várias vezes arranjar um jeito para atravessar as linhas, ignorar as placas e pular os buracos, mas nunca tive sucesso, cada vez que eu insisto parece que tudo se torna mais difícil. Queria muito saber o que escondem de mim lá fora, o porque que todos me mantem dentro da linha. Quando tento quebrar as regras eles vem me pedir para esperar, porque eu não posso conhecer o novo, não ainda. Tento acreditar que chegará a hora de sair dos limites que estou presa, mas será que eles dizem a verdade?

  Esperei por muito tempo a hora em que eu vou poder ir sem ter que voltar, mas essa espera ainda não foi o suficiente. Cada segundo que estou esperando a imaginação supre a expectativas, e as “lembranças” de um futuro não tão longe vão tornando o tempo mais lento. Não  digo que não gosto de esperar, pois estou criando coragem e estou me preparando quando o dia chegar, mas a proposta de liberdade aguça a minha curiosidade de conhecer além das fronteiras.

  Sempre observei o que eles fazem, para onde eles vão, isso me fez querer fugir das regras mais cedo e fazer o mesmo que os outros, e agora falta pouco tempo, um tempo que todos dizem para esperar, mas vou continuar tentando contornar os obstáculos para que eu consiga enfrentar os próximos que virão quando eu atravessar a fronteira.

 

 

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A Protagonista

30 ago

Desde criança eu costumava a  perguntar o “por que?” de tudo, muitas vezes me respondiam, algumas vezes eu entendia, outras eu deixava para trás, mas teve uma pergunta que ninguém ainda me respondeu e que eu nunca esqueci: qual é o nosso motivo? Sempre ficava com isso na minha cabeça até que um dia eu desisti e me conformei em não ter a resposta.

Dizia para mim mesma que mesmo sem saber o nosso motivo deveríamos fazer o melhor para no final encontrar a resposta. Sempre tentei fazer o melhor, mas sempre percebi  que estava fazendo o mesmo que os outros. Não digo que isso é ruim, mas isso me incomodava, me sentia normal de mais em saber que todos fizeram, fazem ou farão o que eu faço, desse jeito me sentia uma mera coadjuvante. E ainda, para aumentar essa sensação de ser apenas mais uma, eu estava acostumada a ver a vida acontecendo para outros e acabei acreditando que isso era restringido para mim. Mas como sempre me conformei e continuei tentando fazer o melhor, mesmo que ninguém note.

Muitas horas desejei ter 16 anos, porque eu tinha certeza que isso ia mudar. E acabou mudando. Mas o que mudou não foi os fatos, mas a minha maneira de enxerga-los. Aconteceram coisas ótimas que me fizeram sentir diferente, e eu soube que teria que esperar para isso, pois cada tempo mais novidades surgiram e eu era apenas uma menina sem capacidade suficiente de enfrentar o novo. E agora eu realmente entendo que sim, eu  sou uma coadjuvante da nossa história, mas o mais importante,  eu sou a protagonista da minha história. Não devemos seguir um caminho preocupado com o nosso sucesso, pois o seu caminho só você irá percorrer e será você que tomará as decisões de qual direção seguir.